À flor da pele ou a pele da flor


PELE

Beija como quem vive com sede
Morde como quem morre de fome
Abraça como quem quer renascer

Olha-me nos olhos enquanto sente
Mas corre do meu olhar insistente
Quando quero apenas fazer derreter

Percorro sua carne branca al dente
E tal qual um ser louco e indecente
Mastigo-lhe a pele até vê-la desfalecer

Um novo amor é como um transplante
Que ressuscita a alegria de ser amante
de quem alucina de tanto bem querer


(A imagem é da epiderme de uma Sempervivum Violaceum vista bem de pertinho
e o poeminha ingenuo é para uma florzinha de pele branca e dentes poderososíssimos)

0 comentários:

Postar um comentário

do que se trata

Experiências inesperadas, inexperiências declaradas, declarações inspiradas, inspirações arrancadas sob ternura, eternos recomeços, meios sem fim e muita vontade de seguir em frente.